…que a Mãe me trouxe
lá do fundo
da cachoeira…
-Igor Fagundes
Poética na Incorporação

“Cachoeira” é um trabalho de poesia visual. Uma performance ao ar livre, concebida como site specific e com abordagem de técnica Butoh. Trinta dançarinos caem lentamente por uma longa escada. O trabalho será dirigido pela coreógrafa estado-unidense Wendy Jehlen, com profissionais de São Paulo, incluindo a ANIKAYA do Brasil, companhia atuante na capital e dirigida por Jehlen. Contará ainda com música de Ednaldo da Costa (Chocolate) e colaboração de poetas surdos, orientados por Leonardo Castilho.

“Cachoeira” é intrinsecamente acessível para surdos pois inclui artistas surdos em sua concepção estética e prática.  A obra será elaborada em workshop específico, imediatamente anterior à Virada Cultural. A oficina tem como público alvo pessoas surdas e não-surdas,  e também terá o potencial de ser accesivel para pessoas cegas e surdas-cegas. Dançarinos com diversidade de corpos serão ativamente convidados a participar.

ARTISTAS:

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ANIKAYA do Brasil
Rodrigo Cândido
Átila Muniz
Juliana Nascimento
Raquel Flor Nunes
Wellington Santana
Raíssa Tomasin

Wendy Jehlen (coreografia e direção)
Wendy Jehlen é uma contadora de histórias onde sua abordagem única ao movimento encorpora elementos de vários estilos diferentes de movimento como o bharata natyam, o odissi, e o kuchipudi; a capoeira, a arte marcial da Índia derivado da ióga chamada-se de kalaripayattu, a dança africana, o butoh e vários estilos de dança contemporânea. A coreografia emocionalmente marcante de Jehlen tem sido apresentada em vários lugares nos Estados Unidos, na Italia, Índia, Benin, Mali, Burkina Faso, França, Turquia, Brasil, e no Japão.

Trabalhos anteriores inclúem (R)evolve (2017), um dueto com o coreógrafo Beninese Marcel Gbeffa, Entangling (2015) um dueto com o coreógrafo Burkinabe Lacina Coulibaly, inspirado por mecânica quântica, The Deep (2015) um trabalho para vinte dançarinos, Lilith (2013), um solo sobre a primeria mulher; The Knocking Within (2012), um duo sobre um relacionamento que está se desintegrando; Forest (2010), uma jornada pela floresta arquétipa; The Moth (2007), commissionado pelo festival Jahan-e-Khusrau no Delhi; He Who Burns (2006), um trio na figura de Íblis (Satão); Dragon (2005), baseado num folklore japonês sobre uma menina que se transforma num dragão da água; Breathing Space (2003), uma colaboração com o coreógrafo japonês Hikari Baba no Tóquio; Crane (2002), basedo em imágens da poesia budista japonesa; Haaaa (2002), inspirado pela experiência do parto; e Becoming Fire (1998), um trabalho explorando textos de traditições sufistas do Irã e da Ásia do sul.

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Jehlen tem recebido patrocínios da Fundação Japão (2017-2018), Doris Duke Foundation for Islamic Art (2017-2018), New England Foundation for the Arts (2017, 2018), Network of Ensemble Theaters (2016, 2017), Association of Performing Arts Presenters (2015, 2016, 2017), do Artist Grants Program do Massachusetts Cultural Council (2001, 2003), do Senior Performing Artist Fellowship program do American Institute of Indian Studies (2001), do Ford Foundation/Arts International (1996), do Puffin Foundation (2001), do Tokyo American Center (2002), do National Endowment for the Arts(2005), do programa Fulbright/United States Educational Foundation na Índia (2005-2006, da National School of Drama (2006, 2011, 2013), da Alliance Francaise de Madras (2006), do Indian Council for Cultural Relations (2011) e do Consulado Geral de Chennai (2011), entre outros.

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Ednaldo da Costa (Chocolate) (musica)
Ednaldo da Costa (Chocolate) é um capoeirista e instrutor da Capoeira Angola. Além de ensinar regularmente no Centro de Capoeira Angola do Mestre Plinio, Angoleiro Sim Sinhô, tem ensinado oficinas no SESC Verão, SESC Paulista, na Escola Berimbrasil, no CEPUSP (Universidade de São Paulo), CDC Vento Leste, entre outros. Ele também tem treinado grupos de teatro e dança, incluindo o Coletivo Quizumba, Núcleo Coletivo 22, Núcleo Pélagos de Dança e Grupo Teatral Parlendas. Ele fabrica e mantém os instrumentos da capoeira, incluindo caxixi, berimbau e xequeré.

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Leonardo Castilho (poesia)
Leonardo Castilho, 29 anos, é artista, ator, performer, educador e produtor cultural.
Ele é ex-Diretor de Cultura da Associação de Surdos de São Paulo – ASSP, e desde 2005 trabalha no setor Educativo do MAM-SP como produtor de acessibilidade, e professor de Performance do Programa Igual Diferente. Desde 2008 é integrante do Corposinalizante, um grupo de trabalho que pesquisa e produz arte, aberto à surdos e ouvintes que se interessam pela Língua Brasileira de Sinais. Desde 2008 desenvolve projetos culturais, documentários, performances e intervenções poéticas. Em 2014 o Corpozinhalizante criou o SLAM DO CORPO, 1ª batalha de poesias no Brasil com surdos e ouvintes. Este Slam nasceu do desejo de experimentar performances poéticas numa composição entre a língua portuguesa e a língua de sinais, entre surdos e ouvintes. Em suas performances, às vezes as línguas se diferenciam, cada uma acontece em sua gramática própria; noutras vezes, se entrecruzam.

O Leonardo já recebeu alguns prêmios, como o 1º lugar no Prêmio Darcy Ribeiro 2009 (IPHAN/MinC), MC do Slam do Corpo, prêmio A.P.C.A 2016, e outros.

Produtor: Valmiro Junior 
junior@jogodebolaproducoes.com